Execução orçamentária é superavitária no Estado do Rio

A execução orçamentário no estado do Rio de Janeiro apresentou uma melhora significativa em 2018 (janeiro a agosto), quando comparada ao ano passado.  Em 2017, o estado experimentou um déficit de 7,66% das receitas orçamentárias, pressionado, especialmente, pelas despesas com pessoal e encargos. Esse grupo de despesas apresentou uma participação relativa de 74,06% das receitas correntes, enquanto as outras despesas de custeio representaram 36,09%. O padrão precário da taxa de investimento atingiu 1,89% das receitas correntes. Nesse ano a despesa com pessoal do estado extrapolou o teto da Lei de Responsabilidade Fiscal que é de 60% das receitas correntes.

Já em 2018, considerando o período de janeiro a agosto, as contas apresentaram superávit de 25,13% em função da combinação de aumento de receitas e redução despesas orçamentárias. A despesa de pessoal e encargos retraiu para 60,97% e as outras despesas de custeio caíram para o nível de 22,84% no período analisado. A previsão para o fechamento de 2018 indica que as receitas correntes devem ter um crescimento nominal de 8,05% em relação ao ano anterior, enquanto as despesas correntes (pessoal e outras despesas) devem cair 13,76% em relação ao ano passado. A capacidade de investimento do estado continua bastante afetada em 2018.

Alcimar das Chagas Ribeiro
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Economista, Mestre e Doutor em Engenharia de Produção. Professor da Universidade Estadual do Norte Fluminense

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