O Estado brasileiro está falido e precisa ser reconstruído

O incêndio do Museu Nacional no Rio de Janeiro amplia a lista de episódios representativos do falido Estado brasileiro. Esse Estado que aniquila, intelectualmente os jovens, maltrata a pesquisa científica, inibe a produtividade industrial, mata doentes em intermináveis filas nos hospitais, facilita o avanço da corrupção e a acumulação de riqueza em grupos privilegiados, decididamente, não é um estado digno de sua ampliação. Os adeptos da esquerda que querem mais estado e menos mercado se engam. Esse estado mais aniquila o cidadão do que promove o seu bem-estar.

Na verdade, precisamos entender que o atual estágio da nossa democracia se movimenta no sentido do populismo, onde o crescimento do Estado é estratégico para seu próprio empoderamento sobre a sociedade civil. Assim, manter o nível de educação fracassado, ignorar a história e a cultura, é garantir o controle das forças políticas sobre população e conduzi-la como massa de manobra. Como diz Zé Ramalho “vida de gado, povo marcado, povo feliz”.

Nesse caso, se o Estado promotor de cidadania e bem-estar não é esse, precisamos reconstruir esse Estado, o que passa pela evolução do presente estágio da nossa democracia. De forma direta, não existe espaço para elegermos representantes políticos que devem a justiça, presidiários e, mesmo, aqueles despreparados políticos de carreira que são responsáveis direta e indiretamente por essas catástrofes.

Quanto ao mercado como elemento de coordenação econômica, está em consonância a democracia, ou seja, liberdade. Porém, as imperfeições do mesmo mercado, precisam ser combatidas por um Estado com padrão de evolução que não se contamine com corrupção, ineficiência, jogo de interesse, etc.

Desta forma, é essencial uma postura ativa da sociedade, no sentido do aprofundamento do exercício do debate sobre democracia, cidadania, evolução produtiva da sociedade e, sobretudo, sobre os homens de bem em condição de representatividade política no país. Naturalmente tal movimento deve avançar para os diversos níveis institucionais (DF, estados e municípios).

Alcimar das Chagas Ribeiro
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Economista, Mestre e Doutor em Engenharia de Produção. Professor da Universidade Estadual do Norte Fluminense

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