PIB brasileiro cresce 1,2% frente a fase aguda da pandemia

O avanço do PIB do país no primeiro trimestre de 2021 quebrou expectativas exageradamente negativas e contraproducentes a economia. Mesmo em um momento difícil da pandemia, o país conseguiu crescer 1,2% do PIB no primeiro trimestre desse ano em relação ao trimestre anterior. O setor agropecuário liderou o processo com crescimento de 5,7%. A indústria cresceu 0,7% e foi puxada pelas atividades extrativas que cresceram 3,2%, enquanto a indústria de transformação caiu 0,5%. O setor de serviços cresceu 0,4% no mesmo periodo.

Pela ótica da despesa o bom número veio da variação na Formação Bruta do capital Fixo (FBCF) que cresceu 4,6%. As despesas de consumo das famílias caíram 0,1% e a do governo caiu 0,8%. O setor externo completou o bom resultado com crescimento de 3,5% nas exportações de bens e serviços e crescimento de 11,6% nas importações no primeiro trimestre de 2021, em relação ao trimestre imediatamente anterior.  

Já em relação ao primeiro trimestre do ano passado, foi contabilizado um crescimento de 1,0% no PIB do primeiro trimestre desse ano. Nessa comparação a indústria cresceu 3,0% puxada pela indústria de transformação que avançou 5,6%, enquanto a indústria extrativa recuou 1,3%. Importante o avanço de 17% na FBCF, provocado por uma taxa de investimento de 19,4% do PIB, a maior nos últimos cinco anos, assim como a taxa de poupança de 20,6% do PIB, a maior nos últimos nove anos.

Vale ainda lembrar os recentes sinais positivos como: o otimismo em relação a bolsa de valores, a queda do dólar frente ao real, a geração de novos postos de trabalho, a melhora da confiança para novos investimentos, a boa dinâmica no comércio exterior e o avanço no processo de vacinação, etc.

É verdade que nem tudo são flores, a evolução econômica não atingiu todos os grupos. Aliás com a pandemia a desigualdade aumentou e muitos brasileiros não conseguiram se inserir nesse avanço. O tratamento dessas mazelas é urgente e passa por uma participação mais efetiva das lideranças regionais que devem pensar modelos alternativos de desenvolvimento para as diferentes regiões, assim como formas combinatórias adequadas ao modelo macroeconômico.

Alcimar das Chagas Ribeiro
Sobre Alcimar das Chagas Ribeiro 1770 Artigos
Economista, mestrado e doutorado em Engenharia de Produção e Pós-doutorado em Economia. Professor da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro - UENF

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