PIB dos municípios da Bacia de Campos encolhem em 2015

O Produto Interno Bruto (PIB) do estado do Rio de Janeiro perdeu participação no PIB nacional em 2015. Em 2014 a participação de 11,61% retraiu para 10,99% em 2015. A crise no setor petrolífero teve papel fundamental, atingindo mais diretamente os municípios produtores da Bacia de Campos. Quissamã e Campos dos Goytacazes apresentaram as maiores quedas no PIB em 2015 com base em 2014. O PIB de Quissamã encolheu 47,17% enquanto o de Campos encolheu 41,01% em termos nominais.

O município de São João da Barra se colocou entre os dez maiores PIB per capita do país, mais especificamente, em nono lugar, com o valor de R$211.946,00 em 2015. Esse valor é maior 7,3 vezes do que o PIB per capita do país que somou R$28.876,00 no mesmo ano. Mesmo assim, o município encolheu o PIB nominal em 17,13% declinando de R$8,8 bilhões em 2014 para R$7,3 bilhões em 2015.

Conforme podemos observar a variável PIB mede a riqueza formada em um determinado território, porém a sua aplicação em territórios petrolíferos distorce a realidade econômica real, ou seja, a dinâmica produtiva com envolvimento e benefício da coletividade. A riqueza do petróleo visível nesse caso são os royalties de petróleo que aumentam as receitas orçamentárias dos municípios, porém não representam garantias de bem-estar.  A outra parte da riqueza não é perceptível já que se forma fora da costa e não interfere na vida dos cidadãos que vivem nos mesmo municípios produtores. Uma exceção é Macaé que é base das empresas que atum no setor. A crise no setor a partir da segunda metade de 2104 e 2015 foi responsável pela retração econômica medida pelo PIB de 2015.

Alcimar das Chagas Ribeiro
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Economista, Mestre e Doutor em Engenharia de Produção. Professor da Universidade Estadual do Norte Fluminense

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