São João da Barra não tem projetos para o bem comum

Os dados da execução orçamentária de São João da Barra em 2017 e 2018 (janeiro a junho), mostram claramente que o município não consegue elaborar projetos de investimento para melhorar a vida dos munícipes. Usa as receitas orçamentárias para o custeio (pessoal, encargos e outras despesas) e gera superávit (excedente de receita). É importante observar que recursos orçamentários precisam ser utilizados, fundamentalmente, em investimento que são gastos em infraestrutura social e econômica (saneamento, estradas, habitação, conhecimento, aparelhamento de saúde e educação, etc.)

Em 2017 o município arrecadou R$310,0 milhões, destinando 47,18% para pessoal e encargos e 36,04% para outras despesas correntes. Com 83,22% das receitas orçamentárias gastas com custeio (máquina pública), o município gastou somente 0,18% em investimento, fazendo um superávit de R$55,4 milhões no ano. Eu diria que é o extremo da ineficiência da gestão publica.

Já no ano de 2018 (janeiro a junho), o quadro não é diferente. O município arrecadou R$198,0 milhões no primeiro semestre, gastando 38,67% em pessoal e encargos, 27,67% em outras despesas correntes e um superávit de R$50,1 milhões no semestre. A aplicação em investimento foi equivalente a 0,52% das receitas orçamentárias, nada diferente do ano anterior. Uma pergunta importante: qual será o destino desses recursos?

Os dados são do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCERJ).

Alcimar das Chagas Ribeiro
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Economista, Mestre e Doutor em Engenharia de Produção. Professor da Universidade Estadual do Norte Fluminense

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