São João da Barra perde quase a metade do valor da produção agrícola em dois anos

Dados do IBGE divulgados no último 06 de setembro sobre agricultura municipal, apresentam um quadro estarrecedor da atividade em São João da Barra. A área colhida em hectare desabou dos 1.471 hectares colhidos em 2016 para 521 hectares colhidos em 2018. O cultivo de cana-de-açúcar desacelerou de 900 hectares para 15 hectares no período.

O valor da produção em mil Reais, apresentado no gráfico acima, mostra a forte involução no período entre 2016 a 2018. No primeiro ano, o valor nominal da produção atingiu R$26,8 milhões, tendo como carro chefe a receita do cultivo do abacaxi com participação relativa de 81,54% do total, seguido pela receita do cultivo do coco com 6,71% e da cana-de-açúcar com participação de 5,03% do total no ano.

No último ano de 2018, os resultados foram fragilíssimos. O valor monetário da produção tingiu R$14,7 milhões com queda nominal de 45,17% (sem contar a inflação do período) em relação a 2016. O cultivo de abacaxi continuou liderando com participação de 75,28% do total, seguido pelo cultivo de coco com 12,54% de participação e goiaba com 4,57% de participação no mesmo ano.

Para uma melhor visão da atividade em São João da Barra, podemos observar no município vizinho de São Francisco de Itabapoana um valor da produção agrícola da ordem de R$198,5 milhões em 2018. Esse valor equivale a 13,5 vezes o valor em São João da Barra no mesmo ano.

A pergunta é: como viver das atividades tradicionais com o declínio acelerado das rendas de petróleo, ou mesmo, com o quase desaparecimento da mesma, caso ocorra as mudanças judiciais esperadas para no final do ano corrente?

Alcimar das Chagas Ribeiro
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Economista, mestrado e doutorado em Engenharia de Produção e Pós-doutorado em Economia. Professor da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro - UENF

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