São João da Barra: um exemplo real de ineficiência na gestão fiscal

São João da Barra, cidade milionária que não tem a menor noção onde alocar, produtivamente, os recursos. Visão oposicionista? Não, os números do próprio governo confirmam essa tese. Vejam na tabela acima que as receitas correntes realizadas esse ano ano (janeiro a outubro), chegaram a R$331,7 milhões, sendo 16,73% próprias e 83,27% de transferências constitucionais. As despesas de custeio liquidadas somaram R$239,0 milhões, sendo 36,88% correspondentes a salários e encargos e 35,18% relacionadas a outras despesas operacionais. Os gastos em investimento, que deveriam ser mais robusto, pois são os que se referem a infraestrutura social e econômica, somaram a ínfima cifra de R$1,7 milhão, ou 0,53% das receitas correntes. Resumindo NADA!

O medíocre valor alocado em investimento não foi devido a falta de recursos, pois o município gerou um superavit (receitas – despesas) de R$78,2 milhões. O que isso quer dizer? Quero crer tratar-se de incompetência para elaborar projetos em beneficio da população. Carências existem e muitas. Segundo o IBGE, o município é coberto somente por 37,3% de saneamento adequado e a IDEB apurado nos últimos anos do ensino fundamental é 4,2 (avaliação da educação municipal). No nordeste encontramos municípios com avaliação 6,0 assim como na região Noroeste Fluminense. Sem falar em outros indicadores sofríveis na saúde, economia, segurança, etc. O que fazer?

Alcimar das Chagas Ribeiro
Sobre Alcimar das Chagas Ribeiro 916 Artigos
Economista, mestrado e doutorado em Engenharia de Produção e Pós-doutorado em Economia. Professor da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro - UENF

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