Sinais da pandemia e seus reflexos no Brasil

Passado o primeiro semestre de 2020, com o país empurrando três crises combinadas (sanitária, econômica e política), o que dizer para o próximo semestre? Bem, primeiro que o país não escapa de uma forte recessão com queda do produto, emprego e renda. Segundo, que o sofrimento realmente vai aprofundar, já que ainda são perturbadores problemas como a corrupção endêmica e a ineficiência governamental, que não conseguem fazer chegar aos necessitados os benefícios das políticas públicas implementadas.  

Como em tudo de ruim, sempre aparecem sinalizações positivas, eu diria que nesse caso, me parece que a pandemia vem perdendo a força, apesar dos grandes números de casos e mortes no mundo. Se olharmos a taxa de crescimento diária no gráfico a seguir, poderemos constatar a afirmativa.

Fonte: Elaboração própria com base em COVID-19 Google

Vejam que nos últimos 49 dias, podemos observar a desaceleração da curva do Brasil (em azul), que mesmo variando muito, apresenta uma tendência de retração. Nos Estados Unidos (em cinza) também vem ocorrendo uma retração, porém com uma mudança nos últimos dias acelerando a taxa em algumas regiões. Já a Itália (em laranja), domou totalmente o problema, com a sua curva com uma desaceleração contínua próxima da inversão.

Ainda, olhando sinais positivos, no Brasil, o dólar como indicador de incerteza, apresentou uma valorização de 1,1% em junho, o que, de certa forma, indica uma maior tranquilidade do mercado. Quanto ao petróleo, apesar da valorização de 8,7% no preço do barril em junho, o seu futuro continua incerto, já que a economia mundial vai se retrair fortemente, acumulando estoques de óleo.

Alcimar das Chagas Ribeiro
Sobre Alcimar das Chagas Ribeiro 1286 Artigos
Economista, mestrado e doutorado em Engenharia de Produção e Pós-doutorado em Economia. Professor da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro - UENF

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